20 de março de 2013

Crítica: OS CROODS



Direção: Kirk De Micco, Chris Sanders.
Roteiro: Kirk De Micco, Chris Sanders.

Com as vozes de: Nicolas Cage, Emma Stone, Ryan Reynolds, Catherine Keener, Cloris Leachman, Clark Duke, Chris Sanders.

A FAMÍLIA DAS CAVERNAS DA DREAMWORKS

“Os Croods” é a nova animação dos estúdios Dreamworks (no Brasil e em outros países a distribuição é da Fox), a mesma casa de produções como “Shek”, “Madagascar” e “Kung Fu Panda”, que promete alvoroçar a garotada a partir dessa sexta-feira. “Os Croods” é também a primeira animação de um grande estúdio americano a chegar em 2013 (“Escape from Planet Earth”, de um estúdio canadense, e “From Up on Poppy Hill”, de um estúdio japonês, foram lançados também nos EUA no início desse ano).

Essa é a anunciada história de uma família da era das cavernas, que muitos definiam com a versão aventureira de “Os Flintstones”. Na trama, um mundo perigoso repleto de criaturas hostis fez com que a família Crood se tornasse extremamente cautelosa em relação a sua vivência; em especial o patriarca Grug (voz de Nicolas Cage – fazendo um filme bom para variar). 

O representante da família estabeleceu um número de regras para serem seguidas a risca a fim de manter sua “ninhada” segura. Os Croods são proibidos, por exemplo, de saírem de sua caverna assim que a escuridão da noite chega. Durante o dia, a mesma rotina é seguida: todos saem em busca de mantimentos, mesmo que em locais longínquos desde que retornem antes do pôr do sol. 

Em uma cena criativa durante os créditos iniciais (que faz uso de outro tipo de animação) nos é mostrado o porquê de sua extrema precaução, quando vemos o fim que todas as famílias vizinhas tiveram. Os Croods foram basicamente os únicos sobreviventes que restaram nos arredores. Seguindo a tradição de diversas animações, aqui também temos uma jovem intrépida e muito curiosa. 

Eep  (voz da talentosa Emma Stone) é a filha mais velha da família, uma jovem corajosa que não aceita seu destino de reclusão junto da família, e assim como diversos grandes personagens de animações deseja saber o que mais existe lá fora. Numa noite, a parruda protagonista ao ouvir barulhos estranhos, resolve sair de sua toca, e acaba conhecendo o criativo e esperto Guy (voz de Ryan Reynolds), que lhe mostra o fogo e lhe conta a aterradora novidade de que o mundo está acabando, deixando a mocinha completamente enfatuada.

Após um acidente, os Croods são forçados a deixar sua caverna e a vida conforme conheciam, para partir em uma grande aventura. Os outros membros da família incluem Ugga, a mãe (voz de Catherine Keener, dando um tempo no repertório indie), Thunk, o filho (voz de Clark Duke) e Gran, a avó (voz da veterana Cloris Leachman), além de um pequeno e feroz bebê que não fala, apenas rosna. 


Logo numa das primeiras cenas, “Os Croods” mostra a que veio, quando a família sai para buscar seu café da manhã, temos uma eletrizante cena de ação, com muita correria e humor, além de grandes efeitos e um competente 3D. No comando da obra temos Kirk De Micco, diretor da animação “Space Chimps – Micos no Espaço”, e Chris Sanders, diretor de “Lilo & Stitch” (para a Disney) e “Como Treinar o Seu Dragão” (para a Dreamworks). 

Dois especialistas que criam um filme completamente divertido, que promete cativar milhares de crianças, e entreter igualmente os adultos. Além do visual caprichado, que faz uso de diversas criaturas estranhas (cujo design são mesclas de animais contemporâneos, como tartarugas-pássaros, ratos-elefantes, baleias-elefantes, pássaros-piranha, etc.), o filme faz uso de um humor que realmente funciona, e não apenas para os pequenos, como as gags com a morte da avó.

Mas acima de tudo, “Os Croods” explora com eficiência o relacionamento de um pai protetor e sua filha, traçando um paralelo com o relacionamento de todos os pais e filhas, quando chega a hora de deixar a cria seguir seu rumo próprio, longe da proteção de seu progenitor. “Os Croods” consegue ser inclusive uma animação emotiva em um determinado momento-chave. 

Embora ainda não esteja no patamar da Disney ou da Pixar, a Dreamworks Animation entrega com “Os Croods” seu filme mais humano, emocionante e sensível, cuja preocupação vai além de ser apenas um filme de humor ácido e sarcástico, ou uma grande aventura.





   

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