21 de setembro de 2011

SOUL SURFER - CORAGEM DE VIVER





Direção: Sean McNamara.

Com: AnnaSophia Robb, Dennis Quaid, Helen Hunt, Kevin Sorbo, Carrie Underwood.

A FORÇA DA MENINA BETHANY HAMILTON LEVADA ÀS TELAS

Em 31 de Outubro de 2003, Bethany Hamilton, então com 13 anos de idade, nascida e criada em Kauai, no Havaí, conseguiu sobreviver ao ataque de um tubarão tigre de 4.3 metros, enquanto surfava com uma amiga e sua família em Tunnels Beach. Embora a menina tenha sobrevivido ela perdeu seu braço esquerdo quase na altura do ombro. Sua história ficou conhecida mundialmente, e no ano seguinte ela escreveu um livro autobiográfico sobre suas experiências com o ocorrido, intitulado Soul Surfer: A True Story of Faith, Family and Fighting to get Back on the Board. Agora chega finalmente ao Brasil, direto para vídeo, o filme baseado no livro de Hamilton e no trágico ocorrido, com o título de SOUL SURFER – CORAGEM DE VIVER (a produção estreou nos Eua no início de abril). AnnaSophia Robb, a carismática atriz mirim de A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATE (2005), A COLHEITA DO MAL e do excelente PONTE PARA TERABÍTIA, vive Hamilton no cinema, e embora três anos mais nova do que a verdadeira, Robb dá conta do recado e se sai muito bem.


A jovem atriz estava afastada das telas desde 2009, quando participou do remake do infantil A MONTANHA ENFEITIÇADA ao lado do ex-astro da luta livre Dwayne “The Rock” Johnson; esse tempo serviu para a menina amadurecer, a jovem que está para completar 18 anos agora passa de uma menininha a ser vista como uma jovem mulher, sem dúvidas beleza não lhe falta. AnnaSophia Robb não é só bonita, mas também uma atriz talentosa, ela interpreta Bethany Hamilton de uma forma pura e com garra o suficiente para não desistir mesmo precisando ir além dos limites. Dennis Quaid e a vencedora do Oscar por MELHOR É IMPOSSÍVEL, Helen Hunt, dão apoio à obra interpretando os pais da menina. Os dois atores exibem a boa forma e o talento físico em cenas em que ficam em pé na prancha e pegam onda de verdade (mesmo que pequenas). A produção conta ainda com a participação da cantora country de 28 anos, Carrie Underwood, na pele de uma pastora da igreja evangélica aonde a família de Hamilton e muitas outras depositam sua fé.


A personagem de Underwood é responsável pelo teor religioso que a obra possui, e suas cenas são basicamente pregações. O filme do diretor Sean McNamara, que tem no currículo apenas obras dispensáveis (basicamente séries de TV da Disney e filmes infantis feitos para a TV), pode claramente soar como um filme didático, desses que levam sempre à frente de seus títulos os dizeres “baseado em fatos reais”, e que muitas vezes pode-se dizer “ser um filme de sessão da tarde”. É difícil realizar um filme desses sem que os clichês e a pieguice de certa forma tome conta, é uma história básica de drama, trauma e superação. Como história pode ser emotiva, como filme é algo que já foi contado muitas vezes, em muitos filmes que não eram baseados em eventos reais.


Relevando isso, e de certa forma alguns clichês (mesmo que poucos) que são evitados pela produção, as atuações estão todas respeitáveis, e quem não gosta de ficar duas horas olhando para as praias do Havaí, um dos cenários mais bonitos do mundo. Sem dúvidas é um ponto positivo acima de outras obras didáticas como o recente A INFORMANTE com Rachel Weisz. O filme conta como a jovem reaprendeu a viver com apenas um dos braços, e encontra espaço para mostrar suas experiências ajudando os sobreviventes do tsunami em 2004 na Tailândia, experiência essa que a fez reavaliar sua tragédia; mas não encontra espaço para incluir como personagem seu treinador de surfe desde a infância, como é mostrado nas cenas pós-créditos, quando recebemos as imagens reais de todos os personagens do filme.




NOTA:

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