15 de junho de 2011

10 filmes românticos




Em homenagem ao recente dia dos namorados, e ao lançamento (tardio) de NAMORADOS PARA SEMPRE (BLUE VALENTINE) aqui vai uma lista de 10 filmes românticos (alguns romances amargos) dos últimos anos, que seguem o teor, ou não, do filme protagonizado por Ryan Gosling e Michelle Williams.

O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN (AMÉLIE, 2001)



A comédia-romântica francesa de maior sucesso dos últimos anos é um filme doce e quase como um conto de fadas. O filme serviu para revelar ao mundo em 2001, a atriz com cara de menina sapeca, Audrey Tautou, que tem o nome de uma das maiores estrelas do cinema de Hollywood, Audrey Hepburn, atriz que fez carreira como uma das grandes namoradinhas da América. Tautou, que estava no Brasil divulgando seu novo trabalho, também segue a linha romântica, que é aonde se encaixa a maioria de seus filmes. A atriz foi descoberta por Hollywood e trabalhou no blockbuster O CÓDIGO DA VINCI, ao lado de Tom Hanks, em 2006.

ALÉM DOS LIMITES (LOVE & BASKETBALL, 2000)


Essa é uma obra pouco conhecida no Brasil, mas que na época fez certo sucesso nos Eua. Protagonizado por um elenco afro-americano, o filme conta a história de amor de um menino e uma menina de classe média alta, que dividem a paixão também pelo esporte, no caso o basquete. Omar Epps estrela como Quincy, e a ótima Sanaa Lathan (uma de minhas atrizes preferidas) é espevitada Monica, que se equipara aos meninos em todos os sentidos, desde cedo. Ao longo de suas vidas, desde a infância acompanhamos o relacionamento dos dois, divididos entre a competição, e o despertar do interesse mútuo, até suas vidas adultas, sua evolução no esporte, tristeza, decepções, felicidades, e o pesar de suas vidas pessoais. O filme da ótima diretora Gina Prince-Bythewood (do excelente A VIDA SECRETA DAS ABELHAS, de 2008) é dedicado não só ao amor entre homem e mulher, mas também ao amor pelo esporte, categoria na qual o filme pode muito bem se encaixar.

UMA COISA NOVA (SOMETHING NEW, 2006)


Também protagonizado por Sanaa Lathan, essa obra de 2006 se encaixa mais nos padrões de comédias-românticas a que o público está acostumado. Mas mesmo assim se destaca da grande maioria por ter algo interessante e inteligente a dizer sobre um assunto específico, e com isso consegue fugir do grande genérico que é o sub-gênero. O assunto abordado nesse filme é o relacionamento inter-racial de pessoas adultas, mas jovens. Lathan interpreta Kenya, uma advogada bem sucedida de uma firma, que não encontra muito tempo para a sua vida pessoal, ela dedica-se quase exclusivamente a sua carreira profissional, e esquiva-se das investidas de sua família em querer lhe arrumar alguém. O amor chega para ela na forma de seu paisagista, um homem branco interpretado por Simon Baker. O filme por mais que possa ser considerado leve, não evita de apresentar questões sérias, e discuti-las de forma real, indo a seu âmago, seja desde discussões sobre os diferentes tipos de cabelo de raças, as dificuldades profissionais devido à raça e sexo, até mesmo a diferença de status financeiro para um casal recém formado.

MOULIN ROUGE! AMOR EM VERMELHO (2001)


Outro filme que pode enganar como bonitinho e feliz, mas que esconde um teor relativamente amargo. Na Paris de 1899, um jovem aspirante a escritor e poeta se encanta por uma cortesã na casa noturna que leve o título. Ewan McGregor é o poeta Christian, jovem apaixonado que acredita acima de tudo no amor. Nicole Kidman (numa de suas melhores performances no cinema) é a cortesã Satine, mulher da noite, que trabalha para conseguir uma vida melhor ao lado do dono da casa noturna, investindo em seduzir altos figurões da época, como nobres e condes. Tudo dá errado quando os dois protagonistas se apaixonam nesse musical, é a história clássica do amor impossível que irá lutar para conseguir passar de todas as barreiras. A direção de arte e os figurinos do filme de Baz Luhrman, um especialista, são o ponto alto do filme, que conta apenas com músicas recicladas de outros clássicos do cinema como A NOVIÇA REBELDE, O GUARDA-COSTAS e OS HOMENS PREFEREM AS LOIRAS.

ABC DO AMOR (LITTLE MANHATTAN, 2005)


Quem acha que filmes infantis são feitos apenas para crianças está terrivelmente enganado. A obra do diretor Mark Levin é um dos melhores filmes a abordar o tema dos últimos anos. Protagonizado pelo jovem Josh Hutcherson (que vem colecionando ótimos papéis desde então, como PONTE PARA TERABÍTIA e MINHAS MÃES E MEU PAI) como um menino de pais separados que descobre o amor pela primeira vez na forma de Rosemary (Charlie Ray), uma menina em sua aula de karate. O filme revela de forma sincera todas as felicidades e amarguras do primeiro amor.

FOI APENAS UM SONHO (REVOLUTIONARY ROAD, 2008)


O filme do diretor Sam Mendes (BELEZA AMERICANA e ESTRADA PARA PERDIÇÃO), na época marido da atriz Kate Winslet, a reúne com o astro Leonardo DiCaprio onze anos depois do monstruoso sucesso TITANIC. Aqui porém, eles contam outro tipo de história de amor, uma bem mais real e amarga. Winslet e DiCaprio interpretam um casal saturado pela rotina de um subúrbio tranqüilo americano na década de 50. Ele, um homem frustrado com o trabalho, que herdou de seu pai, dentro de uma empresa, extravasa em casos fora do casamento. Ela, uma mulher deprimida e estressada, sonha com uma vida nova na Europa. Tudo muda quando o personagem de DiCaprio recebe uma promoção significativa no trabalho, o que pode por os sonhos do casal abaixo em troca de uma estabilidade. Um filme de forte impacto emocional.

(500) DIAS COM ELA (500 DAYS OF SUMMER, 2009)


A velha história menino conhece menina e se apaixona é subvertida pelo novato diretor Marc Webb, que devido ao filme foi contratado para comandar a nova aventura do Homem-Aranha no cinema. Webb conta a história de Tom (Joseph Gordon-Levitt), um jovem introspectivo, que ao conhecer Summer (Zooey Deschanel) se apaixona perdidamente achando que encontrou sua alma gêmea definitiva. Com ares criativos de um Woody Allen no início de carreira (vide NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA), Webb apresenta uma história romântica, mas ao mesmo tempo real e cruel. A cena final é excelente, e promete emocionar qualquer um.

BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS (2004)


O filme do francês Michel Gondry é um dos mais criativos da última década, e apresenta Jim Carrey na que é considerada a melhor performance de sua carreira. Co-escrito por Charlie Kaufman, a obra traz ares de QUERO SER JOHN MALKOVICH, e de outras esquisitices escritas por ele. Aqui, Carrey é um homem que descobre que sua namorada, por quem era perdidamente apaixonado, realizou um procedimento científico no qual o apagou de sua mente, assim podendo seguir em frente com sua vida. O personagem de Carrey não demora para fazer o mesmo, porém para ele esse procedimento será mais difícil do que se pode imaginar. O filme mais extremo sobre o romantismo dos últimos anos.

CÓPIA FIEL (2011)


Sucesso no festival de Cannes quando foi exibido, esse é para mim o melhor filme desse ano, por enquanto. Juliette Binoche e o tenor William Shimell, interpretam um casal que acabou de se conhecer na Itália; ele, um autor dando uma palestra sobre seu livro, ela, uma dona de loja de antiguidades e fã. Os dois saem a andar pelas ruas conversando, fazendo paradas em restaurantes. Da metade para a frente acontece a grande virada, ao entrarem na brincadeira da dona de um restaurante, que os confundiu como marido e mulher, os dois como num passe de mágica começam a agir como. O filme foi muito discutido nesse começo de ano, por críticos nacionais e internacionais, e promete figurar como motivo de muitas palestras de cinéfilos e filósofos ainda. Seriam eles realmente marido e mulher fingindo não se conhecer de início para apimentar a relação, ou um casal desconhecido fingindo serem casados como pura brincadeira, as duas abordagens possuem falhas deixadas de propósito pelo diretor, o que necessitaria de uma terceira. Um dos filmes mais intrigantes e criativos dos últimos anos.

APENAS UMA VEZ (ONCE, 2007)


A obra irlandesa de John Carney é para mim o filme mais romântico, e o melhor exemplar do gênero da última década. Acompanhamos um cantor de rua, e uma vendedora de flores que também possui uma alma musical, se conectarem de forma mágica. O diretor define seu filme como um álbum em vídeo. Durante uma semana os dois protagonistas marcam suas vidas para sempre. Como disse o crítico Michael Phillips: “Quando a personagem de Markéta Irglová se senta numa loja de música ao piano, do lado de seu novo amigo, sentimos o começo de algo grandioso. O filme não dura nem uma hora e meia, porém quando acaba te faz sentir o que poucos romances te fazem sentir, que você pôde conhecer uma dupla de grandes personagens vivendo de seu próprio jeito, quando eles fazem o que sabem de melhor, o que nesse caso é fazer música juntos”.

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